Julieta costumava ver o namorado quase todos os dias. De tardinha eles se falavam, após todos os compromissos. E marcavam. Geralmente ela ia pra casa dele, a fim de evitar desentendimentos com a mãe. Ou mesmo fugir dela.
Naquele dia saíram de carro, deram uma volta pela rua, alugaram um filme, e assistiram com o pai dele. Um típico pai grisalho- cabeludo e besta pra rir. Mas todos riram da menina do filme com nome estranho.
Ele sabia que havia algo errado, estava irritada ao extremo. Ela tentava fugir. Ele tirou o filme depois de terminado. Ela foi beber água. Ele a abraçou por trás, beijou sua nuca. – Vamos para o quarto, sugeriu ele. – Quero saber o que houve.
Ela relutou, mas seguiu, não havia muitas opções. Ela queria que fosse um filme sem fim.
Ela se deitou, olhou o branco das paredes, as fotos dos dois, um relicário.
Ele a abraçou, e os dois entenderam que não precisavam conversar sobre nada. Ficaram ali, num abraço sem fim, num abraço que envolve os dedos gelados dos quatro pés, que parece ser alinhavado por deus. Um abraço que não são só braços. Nem só matéria. Um abraço que une e flagela. Um abraço daqueles sem fim, que só namorados de alma podem sentir. Sabe o céu? Era tipo o céu de Julieta e do namorado dela.
2 Comentários
Julho 9, 2008 em 4:25 pm
UAU!
Que coisa mais profunda e singela e meiga…
Bjo
Julho 14, 2008 em 5:42 pm
Que coisa mais profunda e singela e meiga… [2]
ei, fiz outro blog, pra acompanhar um fotolog só de imagens, e escrever coisas tbm, fiz ontem… então, num tem nada demais lá… mas passa lá de todo jeito… ;]
http://feliciasss.blogspot.com
;*
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